segunda-feira, 3 de março de 2014

The Oscar goes to

Eu sou uma pessoa chorona, amiúde emociono-me de um tanto que às lágrimas brotam feito nascente de rio.

E o que me emociona? Muitas coisas, entre elas, gente dando conta de seu oficio com maestria. Qualquer oficio: um padeiro que com esmero prepara o pão de cada dia, um professor que mesmo com salário indigno se esfalfa para transformar suas aulas em lições para a vida, o porteiro sorridente que tem a noção de que sua função está muito além do abrir de portas e portões. Enfim, emociona-me gente que dedica seu tempo de vida a fazer, seja lá o que for, bem feito, com amor, com zelo.

Mas, devo confessar que uma categoria me encanta sobremaneira: os artistas.

Nessa época de Oscar costumo fazer maratona para ver o máximo possível dos filmes indicados ao prêmio. É comum sair das salas fungando e enxugando o rosto. Mais que as histórias, emociona-me a interpretação dos atores, o correr da câmera que mostra o olhar do diretor, os cenários, os figurinos, o texto, enfim tudo o que faz um filme.

Ontem, após o encerramento da cerimonia de entrega do Oscar fiquei pensando o quanto somos competitivos e, na competição, podemos deixar para trás tanta coisa boa. Todos os indicados fizeram um trabalho excepcional.

Eu torcia por Cate Blanchet, mas como não reconhecer Amy Adams, Judi Dench, Sandra Bullock e Meryl Streep?

Eu torcia por Trapaça, mas como negar a força de 12 anos de Escravidão?

Eu torcia por Christian Bale, mas como não reconhecer a dedicação e a coragem Matthew McConaughey para assumir a pele de um personagem tão diferente dos que habitualmente encarnava? (Aliás, recomendo True Detective, da HBO)

Eu torcia por Jennifer Lawrence que está estupenda em Trapaça, mas Lupita Nyong'o me deixou sem ar.

Enfim, meu Oscar vai a todos os que mandam muito bem!!! Do padeiro à Cate Blanchet!

Que os prêmios sejam à vida e ao amor dedicado ao que se faz!



Nenhum comentário:

Postar um comentário