terça-feira, 13 de outubro de 2015

Para não dizer que não falei das flores

Assim como o Rio de Fernanda Abreu, São Paulo é uma cidade de cidades misturadas.

Num breve passeio pode-se ver, dentro do ar cinzento, um coalhado de arranha-céus modernos mesclado com casinhas antigas que ainda resistem, um trânsito que comporta carrões zero quilômetro e outros já muito bem rodados, motos e bikes. E nas calçadas gente apressada, distraída, sorridente, carrancuda. Enfim, Sampa é múltipla.

E, como diria, Vandré, para não dizer que não falei das flores, múltiplas são as cores que a natureza, mesmo perdida em seus ciclos por conta das mudanças climáticas, nos oferece a cada estação.

Repare, na primavera que ora vivemos é tempo dos Resedás gigantes e dos miúdos com seus cachinhos fúcsia, dos lilases muitos dos Jacarandás, da amarelitude das Sibipirunas,  dos buquês de Jasmim-Manga cheios de romantismo, dos Flamboyants imensos e, também, do rosa dos Ipês em despedida.

E isso tudo só na primavera, depois a cidade ganha as cores das Paineiras, Quaresmeiras, Cerejeiras e outras tantas para adornar a agitação de seus dias.

São Paulo é caótica, mas linda, florida e colorida. Basta querer ver além do cinza!





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